terça-feira, janeiro 12, 2010
domingo, janeiro 10, 2010
terça-feira, janeiro 05, 2010
O Livro de João de Melo com ilustrações de Paula Rego sobre o vinho
«No conto O Vinho, de João de Melo, a bebida não representa um desvio, mas antes a assunção de outro compromisso com a vida: um modo de despertar que se traduz numa nova liberdade e numa lufada de ar fresco em termos de voz narrativa. A personagem principal leva-nos a descobrir os “deliciosos e únicos segredos do vinho”, que revelam e iluminam aspectos do seu carácter até então perdidos na monotonia de um quotidiano de empregado de escritório.
O texto é ilustrado por uma sequência de imagens que reproduzem litografias pintadas à mão da autoria da Paula Rego, contendo elas próprias histórias, também reveladoras dos efeitos transformadores da “cor, da alma, da profunda essência do vinho”. Paula Rego é co-tradutora (com Anthony Rudolf) desta história de João de Melo, a sua primeira a aparecer em Inglaterra.»
Retirado do Livro de João de Melo: O vinho
Ver: Revista on-line
Paralelo33
segunda-feira, janeiro 04, 2010
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sábado, dezembro 12, 2009
Les Planches Courbes e outras histórias - Paula Rego
O livro Les Planches Courbes (2001) do poeta francês Yves Bonnefoy (1923) inspirou Paula Rego para uma nova série de gravuras.
O texto aborda o momento em que um menino sem nome, sem pai, sem mãe e sem casa pede a um barqueiro que o leve à outra margem do rio. O barqueiro protege o menino para ele não cair à água e este gesto de ternura leva o menino a pedir-lhe para ele ser o seu pai. Mas o barqueiro vive no seu frágil barco entre uma margem e outra do rio nada tendo para oferecer ao menino. Na travessia as tábuas curvas do barco cedem ao peso dos seus corpos e menino e barqueiro ficam ao sabor da corrente. Nas gravuras de Paula Rego sobre esta recriação da lenda de S. Cristóvão, a par do menino e do barqueiro, vemos também uma rapariga assustada conduzindo um frágil barco de papel e a tentar encontrar o seu porto de abrigo. Mas Paula Rego arranja não só um tecto para abrigar o menino e o barqueiro mas também uma estranha família de acolhimento.
As gravuras eximiamente executadas a água-forte e água-tinta apresentam personagens estranhas e familiares em cenas, por vezes, delirantes, por outras, banais, que ilustram uma determinada narrativa textual. Contudo, o universo onírico da artista, que muitas vezes se sobrepõe à linearidade da história narrada, questiona, deste modo, a experiência visual – entendida como sensorial e, também, como intelectual. Com este desfasamento, entre imagem e texto, o espectador deixa de ser um mero observador para ser tocado ou atingido por algo que o surpreenderá. A surpresa pode ser prazerosa ou dolorosa. E é nesta estreita linha que se promove a imaginação de quem se propõe a sentir e de quem se inquieta com o mundo mundano.
Arlete Silva

















